Atualizado: 28 de Fevereiro, de 2018

Alguém acreditou em mim – Rita

Desde muito nova que me sentia uma jovem inferior e com baixa auto-estima. A cada dia mais, o meu vazio aumentava e a minha procura pelas coisas do mundo aumentou.

Na minha infância, assistia a muitas brigas em casa, familiares nos vícios e, inclusive, ao divórcio dos meus pais; guardava isso tudo para mim mas isso foi se tornando em sentimentos de revolta, raiva e medo.

Aos 13 anos comecei a relacionar-me com vários rapazes, entregava-me facilmente para preencher o meu vazio; por influência de “amigos” na escola, comecei a fumar tabaco e isso levou-me também a experimentar drogas leves.

Aos 14 anos, cheguei a fugir de casa com uma amiga para poder sair à noite e ir para a discoteca e, num curto espaço de tempo, comecei a ter gosto de sair à noite para relacionar-me com rapazes, fumar e a beber e para não ter de me deparar com as brigas constantes que tinha em casa. Por consequência, tornei-me rebelde na escola, andava em brigas, tornei-me muito agressiva, respondia aos professores, até influenciava a outros jovens a viver uma vida errada, acabei por nem ir mais para a escola para ter aulas, e sim apenas para estar com os “amigos” e, consequentemente, perdi o ano. Frequentava muitas festas; às vezes até dormia fora de casa para poder sair e ficar muito bêbada a ponto de ficar a dormir na rua, chegando de madrugada a casa. Cheguei a estar numa psicóloga mas nada solucionava os meus problemas, nem preenchia o meu vazio.

Mais tarde, conheci o trabalho do Força Jovem e, apesar de viver uma vida completamente erradas destruída, aceitaram-me de braços abertos, deram-me apoio e ajudaram-me.

Fui liberta de todos os vícios, deixei de frequentar as discotecas e as festas, deixei de beber e consumir droga; Nunca mais tive desejo de suicídio nem de automutilar, até pelo contrario, passei a ter gosto pela vida. Passei a focar-me nos estudos, abandonei as más companhias passei a buscar Aquele que realmente podia preencher o meu vazio, deixando de ser uma jovem revoltada, magoada e agressiva.

Hoje sou feliz, realizada, não preciso de nada que o mundo me oferece para me preencher, e, como vi no FJU pessoas que não desistiram de mim, hoje procuro também ajudar quem precisa e se encontra na mesma situação que um dia me encontrei.

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