Atualizado: 10 de Agosto, de 2017

A fadiga feminina

“Sinto-me esgotada, pois são tantas responsabilidades e cobranças que chego a me sentir sem forças para dar conta de tudo. Ser esposa, mãe, profissional e serva de Deus tem ocupado todo o tempo. Já tentei organizar, distribuir melhor as atividades, enfim. Dura um tempo, mas tudo acaba voltando como era.
O meu trabalho exige alta concentração, e tenho que dar conta de muitas responsabilidades. Quando termina o meu expediente, vou correndo buscar meus dois filhos no colégio.
Minha rotina é de uma dona de casa comum: cozinhar, organizar, limpar, lavar, comprar. Por conta disso dessa correria, não consigo fazer as coisas como gostaria e acabo me sentindo culpada e um fracasso como mulher.”

Amiga, você e grande parte das mulheres se veem nesse dilema da modernidade, em que as mulheres carregam fardos duplos ou triplos. Diferentemente do homem, que tem uma carreira profissional lá fora, mas, ao chegar em casa, se acabam os compromissos e ele pode relaxar.

Alguém espalhou por aí que nós, mulheres, conseguimos fazer bem duas, três, quatro coisas ao mesmo tempo, e temos penado por isso.

Claro, que se o seu marido a ajudasse em alguma coisa, principalmente relacionado às crianças, seria muito bom, pois quando há uma sobrecarga de serviço assim, deve-se contar com a colaboração de todos na casa. Isso não deve ser imposto, mas desenvolvido por questão de consciência.

Como você disse, esse excesso de responsabilidade tem trazido um esgotamento e uma insatisfação que tem feito muito mal a você.

Pessoas esgotadas e sobrecarregadas tendem a render muito menos, e a um alto custo: a própria saúde. Elas começam a trabalhar sem prazer e totalmente fatigadas, a ponto de coisas que são tão prazerosas, como cozinhar para a família e cuidar dos filhos pequenos, se tornam um fardo.

Sugiro que você reveja todas as suas atividades e veja o que realmente tem lhe roubado as energias e despertado aborrecimento.

1. Se for possível, diminua suas horas de trabalho, porque às vezes é melhor ganhar menos, mas estar bem interiormente, do que ter dinheiro para comprar coisas que não trazem satisfação duradoura.

2. Outra coisa: qual é o seu objetivo de vida? Criar bem seus filhos? Ser uma excelente profissional? Ser uma excelente esposa? Não é sempre que conseguimos tudo o que queremos, por isso temos que estabelecer as metas e fazer tempo para elas. Tendo em mente o seu propósito, elimine coisas desnecessárias.

3. Tenha um tempo só seu, mesmo que pequeno. Cuide das plantas, caminhe na areia, tome um solzinho, leia um bom livro, faça um artesanato, converse com pessoas queridas etc.

As lutas, as responsabilidades, a cobrança das pessoas, muitas vezes, nos deixam de tanque vazio e com uma sensação de exaustão. Dificilmente o outro entende que temos um limite, não é mesmo?

Por isso, devemos priorizar, sobretudo, a vida espiritual, pois quando estamos bem, encontramos alívio e descanso na mesma dimensão.

Para finalizar, gostaria de falar sobre um convite irrecusável feito pelo Senhor Jesus aos que se encontram cansados e sobrecarregados.

“Vinde a Mim todos vós que estais cansados e sobrecarregados e EU vos aliviarei. Tomai sobre vós o Meu jugo e aprendei de Mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma. Porque o Meu jugo é suave e o Meu fardo é leve”. Mateus 11.28,29

É tão difícil encontrar alguém que queira nos ajudar na labuta da vida, a carregar peso, mas é isso que o nosso Senhor Jesus oferece.

Você não vai querer carregar todo o fardo sozinha, não é mesmo?

Núbia Siqueira

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